quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Vice-prefeito rompe com Márcia Lucena e gera crise institucional no Conde

O vice-prefeito divulgou uma nota anunciando o seu “afastamento” das funções alegando não estar participando da gestão

O vice-prefeito, no entanto, recusou o cargo de secretário, mas indicou a esposa para a função de secretária-adjunta (Foto: Walla Santos)
O vice-prefeito do município de Conde, Doutor Temístocles Filho, criou uma crise institucional e rompeu com a prefeita Márcia Lucena por causa da secretária de Saúde, esposa do vice-prefeito.  O vice-prefeito divulgou uma nota anunciando o seu “afastamento” das funções alegando não estar participando da gestão. Para a prefeita Márcia Lucena, a atitude do companheiro de chapa é irresponsável e agride frontalmente o projeto político de transformação que ambos construíram desde a campanha.
Segundo Temístocles, a função executiva de vice-prefeito foi-lhe gradativamente podada.
De acordo com a prefeitura, o vice-prefeito tem tentado “transparecer à opinião pública e ao eleitorado uma suposta crise político-administrativa, crise só existe na consciência do próprio vice-prefeito e que é resultante de sua incapacidade de honrar o compromisso assumido perante o eleitorado e às forças políticas que nos elegeram”.
Segundo a gestora, o vice-prefeito vinha se recusando a participar diretamente das decisões políticas e administrativas mais importantes da Prefeitura de Conde em nome de seus interesses particulares. Houve a pactuação, ainda durante a campanha eleitoral, que ao vice-prefeito caberia, a partir da posse, orientar diretamente as ações da saúde.
O vice-prefeito, no entanto, recusou o cargo de secretário, mas indicou a esposa para a função de secretária-adjunta, o que lhe garantiria uma inserção direta e permanente às instâncias de decisão. Posteriormente, a esposa de Temístocles assumiu o cargo de secretária de Saúde, ampliando ainda mais o espaço a ele destinado para a tomada de decisões da política pública de atendimento à população de Conde.
Contudo, alegando incompatibilidade com a agenda da Secretaria de Saúde, esposa do vice-prefeito pediu exoneração do cargo e o nome indicado para substituí-la foi considerado adequado tanto pelo vice-prefeito quanto pela ex-secretária.
“É uma decisão decepcionante, por revelar a fraqueza de quem não se dispõe a enfrentar os desafios que a gestão e as necessidades do município nos impõem”, diz a prefeitura, em nota.
De acordo com a administração municipal, embora buscasse compartilhar as decisões com o vice-prefeito, ele nunca exerceu suas funções executivas, mantendo-se sempre à distância, envolvido em seus afazeres de médico e de dono de hospital em outro município.
Para Márcia Lucena, a decisão do prefeito se dá por “sua incapacidade de rejeitar as práticas de um passado que o Conde precisa superar por terem sido danosas aos interesses públicos, mas nunca esquecer para que não sejam repetidas”.

Da Redação com Click PB

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